Assisti um hands on alucinante sobre o JON, também conhecido como JBoss Operation Network. No hands on foi uma prática sobre os procedimetos básicos para a instalação e operação do JON. Recebemos um DVD com os arquivos a serem instalados durante o laboratório.

Já havia falado do JON, porém não sabia muito bem o que ele podia fazer e se ele realmente iria agregar algum valor na área de Produção. Vamos lá, com o JON podemos…

  • Inventário
  • Automatically discover
  • Cria grupos lógicos de JBoss instalados para facilitar a administração. Ex.: um grupo para o aplicativo A, outro grupo para o aplicativo B e por aí vai
  • Monitoração (Utilizacao de CPU, FileSystem, utilizacao da rede, metricas especificas para o Jboss AS, tomcat, hibernate, apache, postresql)
  • Operação (Start/stop/restart e etc)
  • Configuration (cria/atualiza servicos, i.e, datasources)
  • Deploy de application archives
  • Aplica patchs quando necessário

Fica claro na lista que o JON é uma ferramenta de monitoração e adminstração de Jboss, facilitando e muito a vida de quem precisa lida com o JBoss no dia a dia. Além disso, ele pode ser utilizado para relatórios, plano de capacidade/ocupação, uma vez que os dados coletados pelo JON são guardados num banco de dados (Oracle, Mysql ou Postgresql), havendo portanto um histórico. Basicamente o JON é composto de 2 componentes: o jon server que deve ser instalado em um servidor central qualquer e os agentes que ficam espalhados pelo parque de servidores que rodam JBoss. Como já mencionei antes, só é necessário um agente, mesmo que tivemos mais de uma instância de JBoss instalado. Outra feature interessante, é o que o JON permite a geração de alertas baseadas em thresholds pre-definidos, enviado a notificação por email.

Ele também pode exportar traps SNMP para serem coletados por algum outro serviço, o que em tese permitiria uma integração com o cacti apesar de no fim das contas termos 2 ferramentas para fazer a mesma coisa.

Vamos ao HandsOn!!!

Para instalar o JON precisamos instalar o JON (óbvio!!), o agente do JON, ter o jdk 5 (que eu felizmente já tinha no meu macbook) e um banco de dados. No laboratório acabamos usando o postgresql. O postgresql acabou fazendo com que que eu perdesse um pouco tempo, pois tive que instalá-lo (felizmente o macports me ajudou aí :) ) e configurá-lo. Tive que chamar um dos monitores para dar uma mão, pois eu nao tenho muita experiência com ele e tive que criar um usuário e database para o jon usar na munheca.

Os passos feitos estão na foto acima. Por fim, foi preciso carregar a liçenca fornecida, a qual é válida por 1 mês. Ahhh sim! O JON não é free, e apesar de ser pago, me parece que vale o investimento.

Instalando agente

Na versão 2.0, que ainda é beta, mas que será liberada ainda este ano, não é preciso passar o parâmetro de start. No fim, basta acessar o endereço no qual foi instalado para entrar no JON novamente. Infelizmente, fui nao pude avançar muito no laboratório pois havia perdido um certo tempo no início e quando eu ia começar a brincar com o JON instalado o tempo acabaou! :(

Minha opinião é que o JON é uma ferramenta que iria agregar muito valor na administração e operação dos Jboss, principalemente quando se fala de dezenas de instâncias rodando. :)